Tuesday, November 25, 2008


Acabou a feirazita de arte do ano do CRASH financeiro. Agora que os bancos privados que gastavam o seu dinheirito na compra de arte estão falidos, coitados, e até pedem empréstimos ao Banco de Portugal para sei lá, continuarem na sua vidinha que custa a todos, o pindérico mercado de arte português vendeu menos. Mas como quem vende são sempre os mesmos, por mim, bem podem falir todos os bancos. A promiscuidade entre arte e mercado , curadores e administradores de bancos ou lá o que é, produz todo o tipo de interesses que não o artistico. Pode ser que termine a moda dos emergentes: artistas, curadores, coleccionadores, galeristas, banqueiros, todos saídos à pouco tempo da adolescência, ainda com marcas de acne.

Monday, November 17, 2008


Tive dois sonhos eróticos há uns anos atrás, com duas figuras proeminentes do nosso meio artístico. O primeiro foi com a Clara Menéres. Não me recordo dos detalhes. Só o acordar incómodo do sonho lésbico e de pensar que afinal falava lésbio por ter tido uma iniciação sexual com um namorado lindo que fazia uns minetes fantásticos!
No segundo, acordei toda, toda molhada, a palpitar, a vagina inchada que nem um balão. Tinha estado a foder com o Cabrita Reis num armazém inóspito–do tipo pavilhão de S. Paulo do Oscar Niemeyer–em cima de uma pilha de velhos colchões poeirentos, carregados de ácaros quando fomos interrompidos pela Patrícia Garrido que espreitava por um buraco. Não sei bem se foi um sonho ou um pesadelo, e como é hábito, não contei a ninguém. Só o fiz passados uns 10 anos. E não sei bem a quem.

Saturday, November 15, 2008


Eu sou um monstro.
Sai do meu corpo uma nanha viscosa do tamanho de barra de plasticina, uma pasta gelatinosa translúcida. O meu corpo expulsa lubrificante em estado sólido. Deverei guardá-lo num frasco de doce na mesa de cabeceira e obrigá-lo a voltar para dentro de mim como lubrificante sexual? Com a frequência do sexo no meu casamento, bem posso encher frascos e frascos. Talvez transformá-los em objectos artísticos e expô-los; essência orgânica da artista, l’air de Paris. Rose Selávy. Ou será o princípio do início da menopausa? C’est même la vie.

Thursday, November 13, 2008


Devo sofrer de falta de testosterona a esguichar dentro de mim, tal como uma adita de heroína. Estou num momento de caça, mas sem arma nem dentes. Falta de hábito e de jeito. Pois. Nem sei como contratar um prostituto, nem entrar nesses clubes de amizades on-line. Estou a precisar de uma paixão arrebatadora, secreta, de um amante de me leve até à lua. Semanalmente não era mau. O difícil é encontrar o astronauta. Aquele é feio, o outro horrível, aqueloutro pior ainda. Bolas! E o único possível astronauta até á data, com quem tive um frisson, um tremer da barriga, uma troca de olhar – ai-ai– por dois segundos, aconteceu numa festa de anos. Estava encostada a uma parede a conversar com umas amigas, quando ele chegou vindo do nada, despediu-se com dois beijos e apresentou-se com o nome próprio, eu, depois da segunda beijoca, quando as faces se cruzam, ou melhor, se descruzam, disse o meu. E zás, aquele olhar aveludado veloz, e lá vou eu!
E sabem quem era o astronauta particular da viagem até às estrelas? Ai! Um ministro. Tinha logo de ser ministro. Logo eu que nunca me dou com esse tipo de gente!
Como é que vou arranjar o telefone dele? Se fosse um homem qualquer, um mais comum, um professor, um dentista, um oficial de contas, um desempregado, era mais fácil: olha amiga, aquele charmoso da festa, sabes...pronto, fácil. Mas agora de um ministro?!!
Quem é que me vai dar o seu secretíssimo contacto? E para quê?? Pensam logo que vou pedir um emprego, uma assessoria, uma cunha, um favor. E depois não tem piada nenhuma. Olha, queres ir ao cinema? Um ministro vai ao cinema?? Convidá-lo para jantar? Falar do quê? Do país e do governador do banco de Portugal? Onde? Credo. Dos 2 milhões de pobres? Chatíssimo, lembra-me uma bd antiga, a “Filosofia de Ponta”, eu a sugar a testosterona ministerial, ele a dar despacho aos ofícios.

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